Boas Vindas

Bem vindo ao blog. Trabalho com Reabilitacao de Caes, e aqui vocês irão encontrar imagens e relatos de meu trabalho, que consiste basicamente em trazer o cão de volta ao equilíbrio. Se você tiver algum problema com seu cão, terei o prazer em ajuda-lo.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Passeio

É importante relembrar que um líder de matilha é sempre calmo e assertivo, sem oscilações. Partindo deste pressuposto, conclui-se que ao iniciar o ritual de colocar a coleira em nossos cães, também devemos compartilhar desta energia equilibrada, pois somos a fonte para nossa matilha. Se nesse momento fizermos tudo muito rápido, é exatamente desta maneira agitada que o cão irá se comportar fora de casa, por isso a importância de sairmos calmos, para que ele possa associar essa calma ao passeio.  
O exercício físico é um momento de ligação muito forte entre nós e eles, é na migração com o dono que vai ficando claro quem é o líder e quem é o seguidor, esta posição define-se através de inúmeras características e comportamentos, entre eles estão nossa energia e em relação a caminhada, por exemplo, a posição em que ocupamos, pois o cão deve andar ao nosso lado ou atrás.
Com a energia adequada e muita disposição podemos proporcionar aos nossos cães momentos de prazer e satisfação através de desafios psicológicos e físicos, como a caminhada, corrida, patins, bicicleta e etc. Utilizando a energia certa, a criatividade, a disciplina e por ÚLTIMO afeto, o único resultado será o equilíbrio. 

Então, bom passeio!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Raças

É muito importante sabermos que a raça não é a primeira coisa que devemos observar em um cão. Como ja havia comentado, em primeiro lugar vem o Animal, em segundo o Espécie(Canis Familiares), em terceiro a Raça e em quarto o (personalidade), devemos vê-los nessa ordem porque é a ordem natural, e para conseguirmos reabilitá-los teremos que vê-los desta maneira. Por exemplo, um Pit bull, Rotwailler, Pastor Alemão entre outros, não são agressivos por pertencerem a certas raças e sim por não terem suas necessidades satisfeitas.
Quando o cão não tem desafios físicos e psicológicos ele irá acumular energia e quando isso acontece o lado da raça fica mais aparente, com isso o cão demonstrará vários tipos de “questões”, como a agressividade, ansiedade entre outros. Devemos saber como lidar com os cães (principalmente se forem agressivos) para que possamos ajudá-los de modo correto. Cito sempre estas palavras: energia calma e assertiva. Somente desta maneira eles nos entenderão, pois quanto mais agitados estivermos, frustrados, ansiosos ou qualquer energia negativa, eles não irão nos compreender e caso obedeçam a algo que lhes for pedido neste momento de negatividade, será por medo e não por respeito. Se a motivação para parar de fazer alguma atividade que o líder de matilha (o dono) não entenda como correta for o medo, é comum o cão tornar a repetir tal ato, o que já não acontece quando a motivação for o respeito.
Então é muito importante estar em estado de calma e assertividade quando formos lidar com os cães em geral.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Como corrijo meus cães?

Eu corrijo meus cães utilizando apenas o toque físico; uso o toque com a mão ou com o pé (lembrando que não chuto o cão, pois se fizesse, além de piorar seu comportamento, o machucaria e ele reagiria a isso de alguma maneira). Precisamos saber que existem outras formas de corrigir os cães, como estas por exemplo, eles também usam um tipo de toque para corrigir, que é a mordida, muitas vezes quando o outro cão está fora do equilíbrio, ansioso, agitado ,entre outros, ele leva a correção para que volte ao seu estado natural, que como já sabemos é a energia calma. O mais importante não é o toque em si e sim a energia por traz dele, minha energia como sempre tem que estar calma e firme para que o toque físico tenha o resultado que espero, que é tirar sua atenção de onde ele está fixo, por exemplo, se o cão estiver fixado em um outro cão ou qualquer outro animal, querendo ir para cima deste por curiosidade, ansiedade ou agressividade, aí será necessário o toque físico, com a energia calma e assertiva, sem frustrações,sem raiva, sem nenhum tipo de energia negativa, e precisamos ser firme nessa hora, principalmente se o cão tiver problema de agressividade, só podemos deixar com que ele vá conhecer outro cão, se ele estiver em um estado de calma e submissão. Então por isso uso o toque físico, porque essa é a maneira que eles fazem entre si no seu habitat natural para corrigirem algo, eles não conversam com o outro, eles se corrigem com mordidas, eles não tem pena um do outro, não aceitam energias negativas, eles corrigem essas energias sempre com o seu "toque" físico e com a energia calma. É importante lembrar que os cães não são seres humanos, por isso as correções e a energia que eles usam em seu mundo são diferentes da nossa, eles usam sempre a energia calma, já nós não, eles não julgam, não tem preconceitos, não guardam mágoas, não criticam, não ligam se moram em uma mansão ou se moram em um apartamento de dois cômodos, não se importam se você é famoso ou não, não ligam se você é advogado, médico ou empresário, não ficam remoendo o passado e nem programando o futuro, eles vivem o presente, vivem o hoje e não pensam no que fizeram ontem ou no que aconteceu há um ano atrás, eles só se preocupam em que lugar nos encaixamos na matilha e que energia que estamos passando se é a de submissão ou de liderança? Esse é um grande exemplo de como eles não são iguais a nós, todos somos animais e nenhum é melhor ou pior que o outro, somos espécies diferentes e precisamos respeitar sua natureza dando a eles o que realmente precisam, que é liderança calma e firme para que encontrem o equilíbrio e vivam felizes.

E lembrem-se, os cães são nossos espelhos, para termos um cão equilibrado, primeiro precisamos estar equilibrados!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como aprendi o que sei?

O que me motivou a trabalhar com cães, foi ver como Cesar Millan faz isso. Cesar é nascido no México e foi para os Estados Unidos com 18 anos, ele tinha o sonho de ser o melhor treinador de cães do mundo, só que ele viu que esses animais tinham problemas sérios de comportamento, então descobriu que poderia ajudá-los de outra maneira que fosse realmente fazer diferença na vida dos cães. Foi aí que começou a trabalhar como psicologo canino, que foi a maneira que ele encontrou para ajudar os cães com problemas a voltar ao seu estado natural. Desde que vi seu relacionamento com os cães, o quanto eles são conectados, fiquei encantado e pensei:  também posso fazer o mesmo, não quero ser igual, mas a maneira de lidar com esses animais pode ser a mesma. Foi aí que comecei a estudar bastante, sempre observava  meus cães e os de outras pessoas nos parques. Há quase dois anos venho estudando sobre eles, e esse ano resolvi realmente começar a ajudar as pessoas e seus cães, senti que estou preparado para isso. Todos os dias, aprendo coisas novas com seus livros, com o programa e palestras que assisto em DVD e ele diz uma coisa muito interessante, “que até hoje com mais de vinte anos de trabalho sempre aprende coisas novas”, então sigo seus ensinamentos e aprendo tanto com ele quanto com os cães, e sempre estarei aprendendo. O que compreendi com isso é que constantemente estamos evoluindo, e se estivermos abertos a essa evolução aprenderemos muito com nossos cães.
 Escuto ele dizer em seu programa, que o seu sonho era conseguir influenciar o máximo de pessoas possíveis sobre a psicologia canina, estou aprendendo muito com ele e com os estudos que faço com esses animais, e minha intenção é poder ajudar todos que precisem, e também  influenciar o máximo de pessoas que puder.

Malu


Eu e minha esposa encontramos esse cão em um parque, estávamos passeando com a Thula quando  ela apareceu para brincar, então resolvemos levá-la para casa. Ela estava bem magra e insegura, que é normal, por ser a primeira vez que teria ido para casa com alguém, mas com o tempo ela foi pegando confiança, durante esse período era essencial que não tivéssemos pena dela, que não déssemos afeto nas horas erradas e que não agíssemos com nenhuma energia negativa, tivemos sempre que estar calmos e firmes para que pudesse confiar em nós. Hoje em dia ela está super saudável, feliz e é um cão super equilibrado, que nos ajuda muito com as outras que estão em treinamento para que também alcancem o equilíbrio. Ela é um exemplo de calma e submissão, que como já disse é o estado natural de um cão.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Thula

No ano passado, ganhamos de um amigo, um cão mestiço de Pit Bull com Beagle, ela é um exemplo de alta energia, mas não porque é um Beagle, e sim porque em uma cria cada animal nasce com uma energia diferente, por exemplo: em uma ninhada de qualquer raça podem nascer filhotes com energia alta, média e baixa.
É necessário, então, fazer exercício intenso com ela, para que toda essa energia que possui,seja canalizada , se não tiver exercício suficiente o acúmulo de energia faz com que o animal (no caso o cão) haja de maneira instável, aí sim neste caso aparecerá a raça, que pode puxar mais para o lado do Beagle ou do Pit Bull, e ambas as raças podem vir a ser agressiva se sua energia não for drenada. Por isso desde cedo devemos sociabilizar nossos cães com outros animais, adultos e crianças, fazer exercícios suficientes e dar uma vida natural para eles, a vida que eles realmente precisam para que sejam animais felizes, e para que no futuro não haja problemas. Sempre que formos lidar com nossos cães, devemos estar com a energia calma e firme, sem frustrações, ansiedade entre outras energias negativas, porque essas são energias que não podemos utilizar quando eles estiverem conosco, como já disse antes, apenas com a energia positiva de calma e firmeza que eles nos entenderão.

terça-feira, 23 de março de 2010

Eros

Trabalhei com este Boder Collie fim de semana, ele apresentava um nível um pouco elevado de dominância, mas com liderança e firmesa conseguimos ver excelentes resultados em pouco tempo. Sua dona tem se esforçado muito todos os dias, para que ele tenha uma vida equilibrada e saudável.
Esse é um tipo de raça que precisa de muito exercício, pois, no seu DNA ele é um cão pastoreiro e se essa energia não for canalisada, o lado da raça dominará e assim irão aparecer problemas comportamentais.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cães Sedentários


Muitos acham que o cão não deve se exercitar, mas o que muitos não sabem é que está na sua genética fazer exercícios. Voltando aos antepassados dos cães, sabemos que foi criado para trabalhar, para ajudar humanos na caçada, por exemplo, no entanto não os utilizamos mais para isso, hoje eles são apenas cães domésticos sedentários.
Nós, que estamos sempre com muita pressa, sempre trabalhando demais para pagar nossas contas, ao chegarmos em casa cansados e estressados, esperamos não ter trabalho algum ao encontrar o nosso cão que, provavelmente, passou um dia entediante num quintal, em algum apartamento ou em uma espécie de quarto pequeno e de repente, nos deparamos com um cão que pula em nós quando entramos, corre de um lado para o outro, late, morde  e pega o que tem pela frente. A princípio pensamos ser felicidade de nos ver, um grande engano, pois tudo que o cão está nos mostrando é o quanto tem de energia acumulada, e o quão ansioso está, (lembrando que, no mundo canino a felicidade é sempre expressa de forma calma). Por isso eles precisam de exercícios e dependendo da raça e da energia (baixa, média ou alta) o exercício deve ser mais intenso ainda. 
Pensando então por outro viés, ter um cão pode continuar sendo ótimo, se você der a ele e a si próprio o que precisam: exercícios.

terça-feira, 9 de março de 2010

Dicas

Não importa a idade de seu cão, ele deve sempre fazer exercícios no mínimo meia hora e duas vezes ao dia.
Se for de idade muito avançada, que não aguenta uma caminhada intensa, o ritmo deve ser menor, mas essa migração com seu dono precisa ser mantida sempre, porque, (como já dissemos anteriormente), é na caminhada que nós, seres humanos, iremos nos mostrar líderes para nossos cães ,  é também nessa hora que criamos um laço de amizade muito grande com eles. Muitas pessoas acham que quando o cão é idoso ou de porte pequeno não precisa de exercícios, mas é aí que nos enganamos, ele precisa de exercícios e liderança constantemente, dessa forma ele sempre será um cão feliz e equilibrado e assim poderemos perceber o quanto eles são nossos verdadeiros amigos.
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Animal, Espécie, Raça e Nome (Personalidade)

O cão se torna agressivo com sua espécie, e ou seres humanos por falta de liderança, desafio físico e psicológico, não importando a raça, no entanto, isso não é natural no mundo canino, porque o cão foi criado para ser um animal social e não o contrário.
Muitas vezes achamos que a raça é o problema, mas não existe uma raça agressiva e sim raças fortes, como: Pit Bull, Pastor Alemão, Bulldog, Bull-terrier, entre outros. Como essas raças são fortes, quando ficam agressivas, o dano que causam são bem maiores do que os de outras raças, devemos então, saber lidar com estes cães, liderando com firmeza o tempo todo e diariamente, porque se eles chegarem a liderar, irão fazê-lo da maneira deles e isso não seria bom, poderiam acabar machucando alguém gravemente.
Portanto, o preconceito que as pessoas tem contra Pit Bull, por exemplo, achando que o problema é a raça, não tem fundamento, o verdadeiro problema, é quem está por trás do cão, “o ser humano”, pois está sob nossa responsabilidade o estilo de vida que nosso cão terá. A raça é apenas a roupa que os cães vestem, se diferenciando somente através de "marcas" e pela ordem da mãe natureza, devemos entender que antes de ser um cão, ele é um animal (assim como nós), depois vem a espécie (Canis familiaris), depois a raça (pit Bull, labrador, pastor alemão...) e por último (menos importante) a personalidade, que seria o nome do cão.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Afeto

Depois do exercício diário, de estabelecer limites e restrições, quando o cão estiver cansado e em um estado calmo e submisso ou ativo e submisso, é o momento perfeito para darmos afeto. É essencial que entendamos que afeto não é apenas carinho físico, mas pode ser a comida do dia, um petisco, uma massagem ou até mesmo o simples fato de sentir prazer ao estar junto de seu cão. Pesquisas demonstram que o carinho físico diminui os nossos batimentos cardíacos e conseqüentemente relaxam. No cachorro acontece o mesmo, porém eles não precisam tanto de carinho quanto nós, é necessário o equilíbrio já antes citado neste blog (exercício, disciplina e afeto, nesta ordem!). É importante que fique bem claro então, que devemos oferecer afeto no momento certo para que não alimentemos um comportamento negativo, mas, somente um comportamento bem aceito em nossa matilha.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Disciplina















Para manter um cão equilibrado é impresindível impor limites e um momento perfeito para trabalharmos é após o exercício diário, pois, quando cansado o cão aceita com mais facilidade essas restrições.

Se não dermos limites para nossos cães, se não formos seu líder, ele irá assumir o controle da maneira dele dentro de nossa casa, e isso será feito de maneira descontrolada, o que fará com que haja negativamente como, por exemplo, ser dominate, agressivo, inseguro, entre outros. Por isso é muito importante que sejamos seu líder, que tenham limites, pois se não houver liderança de nossa parte, o cachorro agirá de maneira descontrolada, fazendo com que surjam inúmeros problemas psicológicos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Exercício








 









O cão precisa de exercício todos os dias, duas vezes por dia, no mínimo meia hora, para que eles se tornem equilibrados. Não é natural para o cão ficar trancado em casa ou em um quintal, ele precisa sair, precisa migrar com seu líder, que somos nós, seres humanos. Essa é a hora mais importante para você manter uma relaçao de liderança com o seu cão, então é extremamente necessária a caminhada diária. Assim você terá um cão saudável e equilibrado!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Valentine















Há mais ou menos um mês, estou trabalhando com uma Pit Bull de três anos que ganhei de um amigo. Ela é agressiva com outros cães, então tenho feito trabalhos intensos para que perca a agressividade, pois, quanto mais pura for a raça, mais difícil é a reabilitação. Esse pouco tempo que estou com ela, a melhora foi grande. Tenho mais duas cadelas em minha casa: uma mestiça de Pit Bull com Beagle e outra Vira-Lata que eu e minha esposa adotamos, quando a Pit Bull chegou a nosso apartamento ela não podia ver as outras, agia de maneira agressiva, do mesmo jeito que ela sempre agia se visse outro cão. Mas depois de algumas semanas, com muito exercício e liderança, sua melhora foi fantástica, quando passa por outros cães instáveis, tenta retornar ao estado de agressividade, mas com uma energia calma e assertiva eu a corrijo fazendo com que ela volte ao estado estável de calma e submissão, que é o natural no mundo canino e no mundo animal.
Continuo fazendo exercícios com ela, até que ela melhore cem por cento, preciso trabalhar diariamente para que volte a ser um cão estável, mas para isso preciso de paciência e liderança, porque esse é um tipo de problema como vários outros, que não se resolve de um dia para o outro. Por isso a paciência é essencial para que o cão volte ao seu equilíbrio. Vale lembrar que, além da confiança, não pode faltar neste relacionamento a minha receptividade para aprender tudo o que ela também tem a me ensinar!
  Lembrando, que a Valentine não nasceu agressiva e nem ficou agressiva por ser uma Pit Bull, mas sim pelo fato de passar a maior parte do tempo dos três anos que ela tem, trancada, por não ser socializada desde cedo e por ter feito parte de uma rotina monótona e sedentária, sem a presença de algum desafio físico e psicológico.

Um pouco da minha história...















Sou nascido em Caxambú-MG. Morei também em Manaus-AM, Rio de Janeiro e desde 2005 resido em Curitiba-PR. Tive uma infância saudável sempre em contato com animais, entre todos os cachorros que tive em minha infância e adolescência um se destacou pela agressividade, uma Rottweiler de dois anos, e eu, instintivamente utilizei algumas técnicas que após anos, quando comecei a estudar sobre psicologia e comportamento canino, descobri que são técnicas utilizadas por profissionais desse ramo, despertando ainda mais meu interesse. Desde então venho estudando esses comportamentos para ajudar os cães que tenham problemas comportamentais e seus donos a entendê-los melhor.